Segredos de Pele e Juventude das Asiáticas: o que nós podemos aprender com elas?

Bom dia/Boa tarde/Boa noite cachudas e lisudas do coração da Lu. Hoje venho compartilhar um achado com vocês: A Thayla, brasileira que mora há 21 anos no Japão e que vai nos contar alguns mitos, verdades e segredinhos da famosa “pele perfeita” e bem cuidada das asiáticas. É claro que nada é regra, mas sobre isso também conversamos na entrevista. Vamos lá?


Luiza: Para começar bem do começo, sabemos que aqui no Brasil a maioria tem pele mista/oleosa. Na Ásia, como é a pele da maioria?

Thayla: Aqui no Japão as pessoas tem a pele mais seca. Acho que normal/seca por causa do clima, já que o inverno é rigoroso.

É muito difícil achar produtos pra pele oleosa, e a gente vê que o marketing é sempre pro lado da hidratação. Aqui não existe produtos com nomenclaturas do tipo “pele seca”, “pele mista”, “pele oleosa”. Aqui é por nível de hidratação.

Então, na embalagem você vai ver “toque seco”, ” hidratante”, “super hidratante” e você escolhe de acordo com a sua necessidade.

Outro fator que contribui para a pele seca é o ar condicionado. Aqui não é um luxo, é uma necessidade. Então, em praticamente todos os lugares tem e isso resseca bastante a pele.

Uma coisa que esqueci de falar sobre o tipo de pele, é que os asiáticos geralmente sofrem bastante com problemas de hiperpigmentação.

Luiza: Hiperpigmentação tipo olheiras, manchas ou ambos? E tem algo que eles gostem muito de usar/fazer contra isso?

Thayla: Manchas mesmo, que pode ser de acne, exposição ao sol ou melasma. Aqui é muito comum ver a palavra “whitening” nos produtos de cuidados com a pele, então algumas pessoas confundem e acham que elas usam porque querem ficar brancas, mas na verdade é pra quem tem a pele com manchas.

Luiza: A gente sempre vê o povo falando que “asiáticas não envelhecem“, que “asiáticas possuem a pele perfeita” etc. Daí vem a pergunta: até que ponto isso seria mito ou verdade? E na sua opinião, teria mais a ver com os cuidados de pele das mesmas, ou com a genética delas?

Thayla: Sobre não envelhecer, isso é verdade. As japonesas, inclusive os homens, demoram a aparentar a idade que têm.

Eu acho que a genética com certeza é um dos fatores. Você vê não só mulheres que aparentam serem 10 anos mais novas do que realmente são, como também homens, mesmo que esses não tenham aquela rotina de cuidados com a pele que uma mulher tem.

Mas não acho que esteja ligado apenas a rotina de cuidados não. Um grande fator que contribui bastante pra eles parecerem mais jovens se deve ao fato de eles evitarem o sol o máximo.

Aqui é muito comum ver uma japonesa, no pico do verão, toda coberta da cabeça aos pés. Usar sombrinha por exemplo, não é visto como “coisa de velha”. No verão também fica bem forte o marketing de roupas que oferecem proteção contra os raios UV. Mas é lógico que têm aquelas pessoas com a pele “imperfeita” também.

Luiza: Perfeito!! Falando nos homens, em geral, eles são mais desligados como os brasileiros, ou nem tanto? Digo isso porque aqui os homens chegam a pensar “que é coisa só de mulher”, né?

Thayla: Eles são mais desligados sim, eu acho. Os jovens, por exemplo, se importam mais com a aparência dos cabelos. Tanto é que na seção masculina da farmácia o que mais você encontra são produtos pra cabelo, tipo gel, cera, sprays, etc.

Luiza: E quais são os produtos de cuidados com a pele mais famosos por aí? Você acha que esses produtos são muito diferentes dos brasileiros?

Thayla: Quando se trata de Cleansing Oil (óleo de limpeza), o da DHC com certeza é o queridinho. Tanto é que até pouco tempo atrás, quando olhei o ranking de cosméticos, ele estava em primeiro lugar.



Outros produtos que sempre aparecem nos rankings são a loção (ou tônico como é conhecido no Brasil. Porém com finalidades diferentes. Conversaremos mais sobre isso adiante) da Mujirushi e a Vitamina C da Rohto, da linha chamada Melano CC. Depois posso pesquisar o ranking de novo pra dar uma resposta mais atual, caso queiram.

Sobre ser diferente do Brasil, com certeza aqui existe um conceito bem diferente e produtos que uma pessoa do ocidente ficaria confusa e não saberia como implementar na rotina sem antes pesquisar.

Luiza: Como assim conceitos diferentes? Dá para dar algum exemplo?

Thayla: Por exemplo, os tônicos aqui são chamados de loção e quase sempre eles têm a função de devolver a hidratação à pele depois da lavagem. Já no Brasil, acredito que são mais adstringentes e ajudam a tirar o restante das impurezas e maquiagem.

Aqui se faz o Double Cleansing (limpeza dupla) por isso não tem a necessidade de um tônico. O tônico que teria a função de reequilibrar o ph da pele a gente chama de Essence.

Um outro exemplo de produto que acho que não tem no Brasil são os de multi funções. Tipo o shampoo 3 em 1 do Brasil?

Aqui nós temos os cremes “tudo em um” ou all in one, como é chamado aqui. O creme all in one substitui todas as etapas após a limpeza da pele. Ou seja, loção, serum, toner, essência, hidratante, creme para as áreas dos olhos e até mesmo o protetor solar.

Exemplo de produto All in One.

Luiza: NOSSA!!!! E esses “tudo em um” funcionam mesmo? Ou apenas “tampam buraco” e seria melhor usar os produtos em isolado mesmo, sendo esses “tudo em um” úteis apenas quando se tem pressa ou não queremos algo tãoooo profundo? A propósito, tem alguma marca “tudo em um” mais famosa por aí?

Thayla: Acredito que funcionem sim. Existem vários tipos, então a pessoa tem como escolher de acordo com a necessidade. Mas se tiver alguma preocupação mais específica, então o produto isolado seria melhor.

Eu particularmente prefiro produtos isolados, mas por uma questão sensorial mesmo. A maioria desses cremes tem a textura de gel, e não é o que eu curto. E os que tem a textura de um creme eu sinto que minha pele não absorve bem.

Uma outra amiga também me disse ter esse problema de não absorver bem. Por isso acho legal só pra usar quando você acorda atrasado, está com pressa, ou muita preguiça rs. No momento, a marca que está no ranking número 1 de creme all in one é a Hatomugui.

Luiza: E como é o processo de Double Cleansing (limpeza dupla) das japonesas? Produtos que elas usam, caseiros ou não e etc?

Thayla: Aqui os produtos são bem acessíveis e a grande maioria das pessoas tem poder de aquisição. Por isso, não são comuns essas receitas caseiras, ou substituir um óleo específico pra limpar a pele por um óleo vegetal, por exemplo.

Os produtos são basicamente um cleansing à base de óleo primeiro, seguido de um sabonete facial. É difícil eu dizer o produto favorito delas, até porque existem vários tipos de produtos para limpar a pele. Tem o óleo líquido, o que tem a consistência de manteiga, tem até em creme. Já o sabonete tem em barra, líquido e pó.

Mas se for falar de marcas, na minha cabeça vem sempre o óleo da DHC, Fancl e Biore. As mais ricas usam Shu Uemura.

Esse é o double cleansing = limpeza dupla, que nada mais é do que você fazer a limpeza com um óleo e depois com uma espuma (sabonete facial).



As japonesas acreditam que passar o sabonete líquido direto e massagear para fazer espuma agride a pele. Tinha até uma matéria que eu li uma vez sobre isso, mas nunca mais encontrei. Por isso, elas preferem fazer uma espuma antes e massagear essa espuma bem de leve na pele.

Hoje em dia também existem os óleos híbridos que não necessitam da limpeza com espuma. Eu particularmente gosto muito por ser prático e economizar tempo.

O óleo híbrido é basicamente um óleo que não necessita da segunda limpeza com espuma. Você usa ele com a pele e as mãos secas. Na hora de enxaguar, o contato com a água faz com que ele se emulsifique (crie espuma), aí você massageia mais um pouco com ele emulsificado, tira todo o excesso e pronto, já pode seguir para a etapa da loção, serum, ou qualquer coisa que você passe depois da limpeza.

Aqui tem bastante sabonete que já sai da embalagem em forma de espuma. Quanto mais densa e “fofa” a espuma for, melhor. Nada de espuma aguada aqui kkkk.

Tem também quem faça double cleansing com um cleansing oil, seguido de um cleansing cream (creme de limpeza). Esse método é preferido por aquelas que têm a pele seca ou sensível.

Luiza: Nossa, então isso de que asiáticas usam muito pepino, leite e água de arroz é mito? Imaginava elas cheias das receitinhas caseiras e poucos produtos industrializados kkkk.

Thayla: Eu acho que é mito sim, viu, hahaha. Porém, sobre o arroz, existem algumas linhas de cosméticos que usam o extrato de arroz como um dos ingredientes chave. 🙂

Luiza: E quanto à alimentação e poluição do ar? Como é por aí? Acha que também teria a ver com a qualidade da pele delas? Porque aqui no Brasil a gente já sabe como é né.

Thayla: Poluição tem sim. Acho que isso não muda não, ainda mais com a poeira que vem da China. Isso é real. A alimentação é bem balanceada, mas é claro que existem as porcarias.

Hoje em dia a jornada de trabalho é tão extensa, que os japoneses acabam se alimentando mal. Principalmente os jovens e os homens solteiros. Aqueles que as esposas são donas de casa acredito que tenham uma alimentação melhor.

Mas não tem como negar, os japoneses são os que vivem mais justamente por causa da alimentação.

Luiza: E tem algo que você acha que as brasileiras fazem melhor do que as asiáticas, ou vice-versa? Na sua opinião pessoal, o que uma poderia aprender com os hábitos da outra?



Thayla: Eu acho, e espero que ninguém se ofenda com o que eu vou dizer, mas os japoneses estão anos luz à frente do Brasil em algumas questões, e uma delas é a Skin Care (cuidados com a pele).

Claro que tem muito a ver com o fator econômico, como eu disse antes. Aqui a gente tem um poder aquisitivo superior ao do Brasil.

Porém, eu digo que skin care é uma coisa muito pessoal, até o certo e o errado é relativo e varia de pele pra pele. Uma coisa que eu acho que os brasileiros deveriam tomar como exemplo é levar mais a sério o uso do protetor solar.

Vejo muitas pessoas levantando a questão da deficiência da vitamina D, mas vitamina D pode ser facilmente suplementada. Já um câncer de pele vai ser mais difícil de tratar. Ou se for pensar na parte estética, o botox pra tirar as rugas causadas pelo sol vai sair mais caro que um suplemento de vitamina D.

Vejo que o protetor solar do Japão é muito hypado no Brasil e muitas pessoas deixam de usar porque não conseguem comprar por ser caro. Protetor solar bom é aquele que a pessoa vai usar todos os dias e de forma deliberada. Ou seja, não vai economizar na hora de passar por ser caro. Aqui no Japão tem protetor solar até pro cabelo!

Variedade de protetores solares em uma farmácia do Japão.

As japonesas levam isso muito a sério, e acho que não é à toa que elas não aparentam a idade que têm.

Luiza: Ou seja, talvez muito do “segredo” seja o fato delas não terem preguiça de usar e nem economizar no protetor solar, né? Não necessariamente apenas em relação à composição dos produtos. Ou você acha que as composições dos produtos daí podem ser mais potentes também?

Inclusive, esses dias experimentei um protetor japonês que dizem ser da marca mais vendida do Japão, a Bioré. Isso é verdade ou foi só marketing pra vender Bioré aqui no Brasil? Kkkk

Thayla: Eu acho que aqui tem a questão da tecnologia avançada, que pode fazer com que o produto seja mais eficiente.



Eu vejo que até mesmo em outros países eles preferem o protetor solar japonês, porque eles combinam o tipo de proteção: você não precisa escolher um físico¹ ou químico², aqui tem o misto. Então dificilmente você vai ter problemas de desconforto na hora de usar o protetor, como aquele filme branco ou a sensação de ter um filme cobrindo o rosto. Tem de várias texturas também.

Nota:
1- Protetor solar físico: forma uma espécie de filme na pele pra proteger dos raios UV. Geralmente são os protetores que deixam a pele um pouco esbranquiçada. Ao contrário do que muitos pensam, ele não protege refletindo os raios UV, ele os absorve e os transforma em calor, refletindo somente uns 5% deles. Geralmente é indicado para crianças, pessoas que sofrem de melasma, rosácea ou que têm a pele muito sensível.

2- Protetor solar químico: é absorvido pela pele e todos os raios UV são transformados em calor. Ele é indicado para quem transpira muito, vai pra praia ou piscina, ou pra quem não tem como ficar reaplicando toda hora.

O protetor solar que é considerado o melhor por aqui é o da marca Anessa, mas ele é caro, nem eu tenho coragem de comprar kkkk.

E também não sei se aí no Brasil tem, mas aqui está se tornando popular o protetor solar oral.

O protetor solar oral é uma proteção extra, e não substitui o protetor solar convencional. Ele usa um ingrediente chamado polypodium leucotomos, que é um antioxidante que combate os radicais livres do ambiente. Inclusive, ele tem sido considerado um ingrediente promissor na proteção contra a luz visível, que ao contrário do que muitas pessoas pensam, nenhum tipo de protetor solar é capaz ainda de proteger contra a luz visível/azul.

Anúncios de protetor solar oral no Japão.

O protetor solar oral é indicado pra quem passa muito tempo exposto ao sol, para quem tem melasma ou algum outro tipo de fotossensibilidade. Ele também não vai evitar que você se bronzeie, por exemplo, mas vai ajudar na parte do combate aos radicais livres.

Os raios UV são uma grande fonte de radicais livres que causam o envelhecimento precoce da pele, manchas etc e o protetor oral daria uma proteção extra contra isso. É por isso que se indica muito o uso de antioxidantes tipo a vitamina C para potencializar o protetor solar.

Luiza: Então nem o protetor oral protegeria contra a luz visível/azul, né?

Thayla: Tem estudos que apontam que esse ingrediente polypodium leucotomos protegeria, mas ainda precisa ser estudado e testado mais a fundo.

Luiza: Voltando para um exemplo mais “esmiuçado” para a povoréia, quais seriam as diferenças entre os passos da Skin Care japonesa com a brasileira?

Thayla: A maior diferença está na hora da limpeza. O double cleansing é relativamente novo no Brasil, enquanto que no Japão já é praticado há décadas.



Enquanto no Brasil o básico são três passos: limpeza, tônico e hidratante; no Japão no mínimo são 5 passos: a limpeza dupla (são duas coisas, então conta como 2 passos), loção, hidratante e protetor solar. E isso é só o básico.

Anúncios de produtos para os 5 passos da rotina de cuidados com a pele das japonesas.

Luiza: E sobre aquele fato das coreanas terem 10 passos de cuidados com a pele? As japonesas também têm um esquema semelhante? E, por sua vez, o que você acha que seria legal das brasileiras usarem/adaptarem dessa famosa rotina para a realidade daqui?

Thayla: Definitivamente as japonesas não têm esses 10 passos de skin care como na Coreia. Pelo contrário, mais e mais as empresas estão lançando produtos para encurtar esses passos.

Novamente entra aqui os cremes all in one, mas também existem as variações 3 em 1, 4 em 1, 8 em 1 e por aí vai. Mas quem não é adepta a esses tipos de cremes, no máximo eu diria que deve seguir uns 6 ou 7 passos. Vejamos a seguir:

Os 10 passos da skin care coreana

1- Cleansing Oil – algum óleo que tire impurezas ou maquiagem. No Brasil, usam muito o óleo de coco, por exemplo.

2- Sabonete facial – são as espumas que falamos antes.

3- Esfoliante.

4- Loção ou Essence – aqui, o tônico que teria a função de reequilibrar o ph da pele a gente chama de Essence. Lembram do início da entrevista?

Nota para quem quiser saber mais detalhes técnicos:
Aqui no Japão existem 3 tipos de loções. O Essence (que na verdade é mais comum na Coreia), a loção e a loção leitosa.

A consistência do Essence é aguada. Já a loção pode ser tanto aguada quanto um pouco mais viscosa. A loção leitosa, como o nome já indica, é uma loção esbranquiçada que parece leite e é mais viscoso.

O Essence geralmente não é tão hidratante, ele serve mais pra dar uma certa potencializada nos produtos que você vai passar depois dele. Já a loção serve pra devolver a umidade que é perdida na limpeza, e a loção leitosa complementa a loção normal dando mais hidratação.

O que dificilmente você vê aqui são os tônicos iguais aos do Brasil, em que você passa num algodão, passa na pele e você vê o algodão saindo meio sujo. O tônico do Brasil complementa a limpeza. Aqui o tônico seria tipo um hidratante, mas não é oclusivo (ou seja, ele não tem nenhum ingrediente que vai criar um filme e não deixar você perder a água da pele), por isso, precisa do hidratante em creme. Eu acho que precisa de uma matéria só pra isso, caso queiram é só pedir nos comentários.

5- Toner – é o tônico como é conhecido no Brasil mesmo, mas aqui raramente usam os adstringentes e as pessoas geralmente preferem os que repõem parte da hidratação, tal como dito acima.

6- Serum.

7- Máscara facial.

8- Creme hidratante.

9- Creme para a área dos olhos.

10- Protetor solar.

Eu diria que, dessas etapas, as japonesas NÃO fazem todo dia a máscara facial, esfoliação e o toner.

Algumas coisas legais que as brasileiras deveriam seguir da rotina asiática seria o Double Cleansing, o uso de loção hidratante e o protetor solar. Se não puderem, então no mínimo o protetor solar.

Luiza: Meu Deus! Sério que as coreanas esfoliam a pele todos os dias? Aqui a gente super aprende que agride se fizer sempre. Mesma coisa com máscaras e produtos que costumam ser “mais intensos”, que podem dar até um rebote na pele, não?

Thayla: Sim, mas acredito que elas devem usar um esfoliante beeeeem levinho ou um químico. E Sheet Masks¹ são mais pra hidratação. Há quem diga que dá super certo na pele. Eu nunca testei e nunca vou testar porque não tenho essa paciência, rs.

Nota:
1- Sheet masks: são as máscaras faciais que parecem uma máscara literalmente. Existem essas máscaras secas, que você hidrata com a loção da sua preferência. Aí tem o peeling mask que você passa, espera secar e tira como se ela fosse uma cola seca. Existe também o que elas chamam de “Pack“, que você passa como se fosse um creme e tira com água.

As coreanas gostam bastante, porque é com hidratação que elas constroem o Glass Skin que elas tanto amam.

Luiza: Isso seria tipo aquela pele com viço que elas têm? E que por sinal muita brasileira quer os produtos delas pensando que todos dão viço?

Thayla: Sim, aquele viço que parece que tem um vidro envolto protegendo a pele.

Aqui no Japão elas gostam da “pele transparente”, que é a ideia de que tem um filme transparente cobrindo a pele, é como se fosse o Glass Skin, só que bem mais sutil.

Eu acho que coreanas e japonesas estão bem lado a lado. Ambas têm praticamente o mesmo conceito, o resultado final é só uma questão de gosto. Mas a tecnologia e a qualidade dos produtos estão ali em ambos.



Luiza: Acho que é isso, você gostaria de deixar alguma mensagem final? MUITOOO obrigada pela paciência em explicar tanta coisa legal pra gente =)

Thayla: Usem protetor solar gente. Sei que pode não ser confortável na pele, às vezes até dar espinhas, mas não desistam de achar um que vocês vão conseguir usar.

A genética importa para as japonesas não aparentarem a idade que tem? Sim, mas tem também muita proteção contra o sol. E se esse produto for fora da realidade, use uma sombrinha!

Ah e quem tiver interesse em resenhas de produtos em geral, sendo a maioria aqui do Japão, tenho uma página com mais duas amigas, a Alluring Sinergy – Almanaque da Beleza.

Curiosidades extras para você que leu a entrevista até aqui:

Luiza: Onde as Brasileiras podem encontrar produtos asiáticos de beleza e cuidados com a pele?

Thayla: Os que vendem no Brasil acredito que só o protetor solar e o Cleansing Oil da Biore.

Os sites que eu indicaria pra comprar seriam:

  • Dokodemo – esse site vende os produtos praticamente pelo mesmo preço de mercado daqui do Japão.
  • Japão na sua casa – esse já tem um preço de revenda, alguns produtos não estão muito acima do preço, mas tem outros que já achei um pouco salgado. Mas isso é questão de opinião mesmo. Esse site mandam direto do Japão.
  • RoseRoseShop – e tem esse aqui que vende mais produtos coreanos. Sempre vejo as pessoas elogiarem bastante a rapidez e quase nunca é cobrado a taxa tributária.

Luiza: É isso, povoréu! Vão lá conhecer o trabalho da Thayla porque ela arrasaaaa!! E, qualquer dúvida, deixem nos comentários abaixo.

Beijos!
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